Criança será indenizada por erro em exame de DNA

O Laboratório DNA Vida Exames de Paternidade e Diagnósticos Moleculares LTDA terá de pagar 15 salários mínimos de indenização por danos morais e materiais a uma menor, por erro em resultado de exame de DNA. O valor deverá ser depositado, no prazo de 30 dias, numa conta judicial e deverá ser atualizado monetariamente pelo Instituto Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A decisão, unânime, é da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, que seguiu voto do relator, desembargador Fausto Moreira Diniz. Com isso, foi mantida, parcialmente, sentença da comarca de Guapó. Consta dos autos que a mãe da criança ajuizou ação de reconhecimento de paternidade, uma vez que se envolveu com o suposto pai da criança.

Diante disso, em 2006, foi feita a coleta do material genético do menor, assim como dos outros três irmãos dele. O objetivo era provar que todos eles eram filhos do mesmo pai. Porém, na primeira vez que fizeram o laudo pericial, o exame apontou que os três eram irmãos do suposto pai do autor, e não filhos.

Em 2008, foi apresentado um novo laudo e constatado que eles haviam preenchido de forma incorreta o formulário de DNA. Diante disso, a mãe moveu ação de indenização por danos materiais e morais contra o Laboratório de DNA, alegando erro de resultado de exame, acarretando prejuízo como sofrimento físico e psicológico.

Por sua vez, o Laboratório DNA Vida ajuizou recurso de apelação cível, visando a reforma da sentença proposta pela mãe da criança. Diante disso, solicitou a extinção do processo devido não ter sido comprovada a existência de danos por erro por parte do laboratório. Afirmaram que o erro foi feito por parte do mal preenchimento de informações da parte contratante.

O desembargador Fausto Moreira considerou que de fato houve erro no cadastramento dos indivíduos por parte do laboratório. Ressaltou, entretanto, que tal equívoco foi comprovado em novo teste de DNA. “A sua indenização visa atenuar o sofrimento físico e psicológico experimentado pela vítima, visto que o bem moral não pode ser exprimido apenas em dinheiro”, finalizou.

Fonte: TJGO

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